A presença de caramujos em áreas urbanas gera preocupação. O principal alerta envolve o caramujo africano (Achatina fulica), espécie invasora e resistente que se reproduz rapidamente em locais úmidos e com entulho. Murilo Gebrim, coordenador de Zoonoses de Senador Canedo, destaca a importância da prevenção.
Este molusco pode hospedar parasitas causadores de doenças graves, como a meningite eosinofílica. A transmissão ocorre pela ingestão acidental do muco em alimentos mal higienizados. Além disso, as conchas vazias acumulam água, tornando-se criadouros para o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.
Especialistas orientam evitar o contato direto e proteger as mãos ao recolher os animais. É fundamental não utilizar sal para a eliminação, pois contamina o solo. A recomendação é manter quintais limpos, lavar bem hortaliças e acionar a equipe de zoonoses em casos de grandes infestações.
A conscientização coletiva e o descarte correto de lixo são essenciais para reduzir os riscos à saúde pública e proteger a comunidade contra as doenças transmitidas por esses animais.
Reportagem: Lilian Calixto
Imagens: Rhayza Barros
Direção: Bianca Feitosa
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