O recente caso do bebê João Gabriel, encontrado abandonado às margens da GO-403, em Caldazinha, reacendeu o debate sobre alternativas legais e seguras para gestantes que não desejam ou não podem assumir a criação dos filhos.
De acordo com a equipe da Maternidade Aristina Cândida, situações como essa podem ser evitadas por meio da chamada entrega voluntária para adoção, um procedimento amparado pela legislação brasileira e que garante assistência à mãe e ao bebê.
Segundo a médica Aline Vieira, que acompanha o caso, manifestar o desejo de entregar o recém-nascido para adoção não configura crime. Pelo contrário, permite que a gestante receba acompanhamento adequado durante a gravidez e após o parto.
“A gestante pode contar com uma equipe preparada para oferecer apoio e garantir a saúde dela e da criança. Esse processo é feito com segurança e responsabilidade”, destacou.
A profissional também ressalta que a decisão pode ser revista ao longo da gestação, inclusive com a possibilidade de familiares assumirem os cuidados da criança.
Enquanto isso, o bebê, chamado de João Gabriel pela equipe de saúde, segue em observação. Nesta terça-feira (3), ele conclui exames cardíacos e aguarda resultados de exames laboratoriais realizados após o resgate.
Após a alta médica, o recém-nascido deverá ser encaminhado para acolhimento institucional, com acompanhamento do Conselho Tutelar, que dará continuidade aos procedimentos legais.
O caso reforça a importância da informação e do acesso a políticas públicas que garantam proteção integral à criança e suporte às gestantes em situação de vulnerabilidade.
Fonte: Assessoria de Imprensa.
Foto: Banco de Imagens.
Reportagem: Larah Hevillyn Feitosa Jales.






