O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), rebateu as críticas feitas por Alexandre de Moraes sobre a divulgação de documentos relacionados às investigações do Banco Master. O embate ocorre após o presidente do STF, Edson Fachin, determinar o levantamento do sigilo de procedimentos que tramitavam sob restrição.
Mendonça afirmou que disponibilizou todos os documentos que poderiam ser tornados públicos naquele momento. Segundo o ministro, a diferença apontada por Moraes que citou cerca de 180 documentos ainda sigilosos estaria relacionada à transferência de materiais entre processos e à existência de informações que, por questões processuais, ainda não poderiam ser divulgadas.
Moraes, entretanto, criticou a forma como a decisão foi executada e afirmou que houve uma “escolha seletiva” na retirada dos sigilos. Em manifestação encaminhada ao presidente do STF, ele pediu que os documentos restantes também fossem disponibilizados, com exceção daqueles cuja restrição seja necessária para preservar diligências em andamento.
Entre os documentos que se tornaram públicos estão informações relacionadas à investigação sobre o Banco Master e contratos firmados entre o banco e o escritório de advocacia da esposa de Alexandre de Moraes. Um dos contratos, divulgado nos documentos, previa pagamentos de R$ 131 milhões em três anos por serviços de consultoria e representação jurídica.
O caso provocou um novo embate dentro do Supremo e envolve investigações sobre as relações do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo controlador do Banco Master, com diferentes autoridades e políticos. Parte das investigações, porém, permanece sob sigilo.
Por:
✍🏼 Rhayza Barros
🗞️ Fonte: UOL / Folha de S.Paulo / STF
📸 Imagens: Reprodução
🎬 Direção: Bianca Feitosa






