Cães e gatos passarão a contar com uma carteira de identidade nacional, um documento que irá reunir informações essenciais sobre os pets, seus donos e o histórico de saúde dos animais.
Essa medida visa melhorar o controle de zoonoses, combater o abandono e garantir a proteção dos bichinhos em situações adversas.
A novidade faz parte do Cadastro Nacional de Animais Domésticos, criado pelo governo federal.
Esse sistema tem como objetivo mapear a população de cães e gatos em todo o território nacional e promover uma base de dados unificada.
Essa iniciativa também está alinhada às políticas de bem-estar animal e ao fortalecimento da responsabilidade dos tutores.
Como será a carteirinha?
A carteira de identidade para animais de estimação será digital e conterá informações como nome do animal, espécie, raça, idade e dados do histórico veterinário, incluindo vacinações e eventuais doenças.
Para garantir a segurança, a carteirinha incluirá um QR Code único, que poderá ser impresso e fixado na coleira do pet. Esse recurso facilitará a identificação em casos de fuga, perda ou mesmo abandono.
De acordo com Vanessa Negrini, diretora do Departamento de Proteção, Defesa e Direitos Animais do Ministério do Meio Ambiente, a criação dessa carteira também ajudará no planejamento de políticas públicas voltadas aos animais domésticos.
“Ter dados precisos sobre a população de cães e gatos permitirá direcionar melhor as campanhas de castração e as ações contra maus-tratos”, explica Vanessa.
Cadastro é gratuito e acessível
A emissão do RG para os pets será feita por meio do Cadastro Nacional de Animais Domésticos, disponível gratuitamente na plataforma gov.br.
O processo de cadastramento é simples: o tutor precisará acessar o sistema com sua conta gov.br e preencher os dados pessoais, como CPF e endereço, além de inserir as informações sobre o animal.
ONGs e prefeituras também poderão ajudar no cadastramento, especialmente para tutores que não possuem acesso fácil à internet.
Segundo o governo, a ideia é garantir que o cadastro seja inclusivo e alcance todos os donos de animais, independentemente de sua condição socioeconômica.
Avanço na proteção animal
Essa medida é vista como um marco no combate ao abandono e aos maus-tratos.
Paulo Gomes, tutor de Nala, uma Golden Retriever de 10 anos, destaca a importância da iniciativa. “O cachorro é um ente da família.
Você trata como filho. Ser tutor de um cão, de um gato ou de outro bicho requer responsabilidade”, afirma Paulo.
Além disso, o cadastro permitirá ao governo monitorar o número de animais castrados e identificar regiões que necessitam de mais ações de controle populacional e de zoonoses.
Em casos de resgates ou fiscalizações, o acesso ao banco de dados ajudará a identificar rapidamente os tutores e assegurar que os animais sejam tratados de forma adequada.
Microchip como complemento
Embora não seja obrigatório, o uso de microchips será incentivado como uma medida adicional de segurança.
O veterinário Jânio Lorenzo explica que o microchip é uma tecnologia eficiente para identificar animais.
“Ele funciona como um número único no mundo todo, de 15 dígitos, que não se repete. Ele não rastreia o animal, mas armazena dados importantes, como histórico de saúde e informações do tutor”, esclarece.
O custo de implantação do microchip varia entre R$ 150 e R$ 300, dependendo da região e do profissional.
Apesar disso, muitos especialistas recomendam essa solução para aumentar as chances de reunião entre tutores e seus animais em situações de perda ou roubo.
Impactos no bem-estar animal
Com mais de 80 milhões de cães e gatos no Brasil, segundo dados recentes da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), a criação de um cadastro nacional representa um grande passo na organização e proteção dessa população.
Além de facilitar a fiscalização e a aplicação de leis contra maus-tratos, o banco de dados também será uma ferramenta importante para estudos epidemiológicos e a prevenção de doenças transmitidas por animais.
“Ter informações centralizadas é essencial para evitar surtos de zoonoses e para melhorar a qualidade de vida dos animais e de suas famílias”, afirma Negrini.
Manutenção e atualização do cadastro
Os tutores serão responsáveis por manter as informações dos animais atualizadas no sistema. Isso inclui notificar alterações como venda, doação ou falecimento do pet. Segundo o governo, a precisão dos dados é fundamental para o sucesso do projeto.
A diretora do departamento também reforça que a adesão ao cadastro não trará custos adicionais aos tutores. “Queremos que todos participem, independente da classe social. O foco é a proteção e o bem-estar dos animais”, destaca Negrini.
Avanço significado no universo pet
A implementação do RG para pets em 2025 marca um avanço significativo na defesa dos direitos dos animais e no fortalecimento da responsabilidade dos tutores no Brasil.
Com uma base de dados unificada, o governo espera reduzir o abandono, combater maus-tratos e aprimorar o controle de doenças que afetam humanos e animais.
Fonte: https://clickpetroleoegas.com.br/
Foto: Banco de Imagens.






