Ministro do Trabalho chama alta de juros do Banco Central de “imbecilidade” e critica mercado

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, chamou a estratégia do Banco Central (BC) de controlar a inflação pela subida de juros de “imbecilidade” e disse que o mercado ficou “nervosinho” após ele adiantar números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de janeiro.

“Estranhei um aspecto, parece que o tal do mercado ficou nervosinho, porque incapacitados que são de fazer projeções que correspondam com a realidade do Brasil. Não sei qual é esse tal de mercado. Por que não me apresenta o CPF, vem conversar comigo? Para ensiná-los a projetar corretamente e entender o coração do povo brasileiro”, disse ele em coletiva de imprensa.

Em seguida, ele afirmou que o mundo na economia “não se faz somente pela macroeconomia”. “Só projetam baboseira e, ultimamente, só têm falado baboseira”, criticou.

Entenda
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) aumentou a taxa básica de juros da economia (Selic) para 13,25% ao ano. A decisão foi tomada na última reunião, em janeiro deste ano.
Está contratado mais um aumento de um ponto percentual na Selic para a próxima reunião, em março, levando a taxa a um patamar próximo de 15%.
Luiz Marinho é um dos auxiliares do presidente Lula mais vocais contra o Banco Central.
Banco Central
Em seguida, ele pediu “juízo” para o Banco Central, que é presidido por Gabriel Galípolo desde janeiro, nome indicado pelo presidente Lula (PT) após dois anos de mandato restante de Roberto Campos Neto, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Ele chamou a estratégia de subir os juros para controlar a inflação de “imbecilidade”. “É uma imbecilidade. Nós precisamos estimular o crescimento da economia, produzir mais para controlar a inflação. Não é inibir. Se a gente inibir crédito e aumenta juros, você inibe investimento. Se você inibe investimento, você está inibindo ter mais produção para ter mais produto na prateleira para controlar a inflação pela oferta”, argumentou.

E completou: “Não existe só um mecanismo de controlar a inflação, só pela restrição. Pelo amor de Deus. Pelo menos essa é a minha visão, ninguém disse que eu estou equivocado até agora”.

Fonte: Metrópoles.
Foto: Vinícius Schmidt.

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