Dados do Sisvan mostram que 9,34% das crianças de até 10 anos acompanhadas pela rede pública no estado estavam com obesidade em 2025
Goiás registrou 43,9 mil crianças de zero a 10 anos classificadas com obesidade em 2025, segundo dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan). O número corresponde a 9,34% das 469.899 crianças acompanhadas pela Atenção Primária à Saúde no estado.
O cenário chama atenção para os impactos da obesidade infantil na saúde. Segundo a cardiopediatra Mirna de Sousa, o excesso de peso durante a infância está associado a um maior risco de desenvolver problemas como hipertensão, colesterol elevado, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares ao longo da vida.
A especialista destaca que a prevenção começa nos primeiros anos de vida, com alimentação adequada, atividade física e acompanhamento regular do crescimento da criança. O excesso de peso pode evoluir de forma gradual e nem sempre é percebido imediatamente pela família.
Outro fator apontado como preocupação é o tempo excessivo diante das telas, que pode contribuir para o sedentarismo e também afetar o sono e os hábitos alimentares.
A orientação é que a mudança de hábitos envolva toda a família, com redução de alimentos ultraprocessados, incentivo às atividades físicas e mais momentos de brincadeiras e convivência longe dos dispositivos eletrônicos.
A especialista ressalta ainda que a obesidade infantil não significa que a criança necessariamente desenvolverá doenças cardiovasculares. A adoção de hábitos mais saudáveis durante a infância pode reduzir riscos futuros e contribuir para uma vida adulta mais saudável.
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Por:
✍🏼 Rhayza Barros
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🗞️ Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan)
📸 Imagens: Reprodução/Internet
🎬 Direção: Bianca Feitosa






